A vida, como a ressaca e a poeira de outros carnavais, é mesmo incurável.
É preciso beber, beber e tornar o insuficiente insuportável, na medida do desassossego.
...E
E as aquarelas, o que fazer? Por quê não pintamos um expresso, um norte, uma linha reta? Há de fugir, fugir para bem longe daqui, para bem longe desse desassossego. Como diria uma Pessoa, ou duas, quantas forem...
E mais, a tela só termina quando a tinta morre nos cantos, não já dizia um outro poema ali?
O vazar é inevitável, acho que vazamos demais e olhamos a chuva limpar, sem cessar e errar, a poeira dos velhos e intermináveis carnavais.
Tira as mãos de sobre o rosto, essa máscara vira sina, deixa sair, deixa, faz um convite, pede para entrar, vale até tocar e sair correndo, lembra? Lembra do riso, do escarnioso riso? Sou a favor dos risos também.
Vivamos! Cadê a prova dos nove!?
Cadê?
E eu achei que tudo fosse rima morta,
pedaço solto, torpe, de um sonoro
então.
Cadê toda aquela poesia que você trazia,
na cesta,
forrada,
com um pano alecrim?
...E
E as aquarelas, o que fazer? Por quê não pintamos um expresso, um norte, uma linha reta? Há de fugir, fugir para bem longe daqui, para bem longe desse desassossego. Como diria uma Pessoa, ou duas, quantas forem...
E mais, a tela só termina quando a tinta morre nos cantos, não já dizia um outro poema ali?
O vazar é inevitável, acho que vazamos demais e olhamos a chuva limpar, sem cessar e errar, a poeira dos velhos e intermináveis carnavais.
Tira as mãos de sobre o rosto, essa máscara vira sina, deixa sair, deixa, faz um convite, pede para entrar, vale até tocar e sair correndo, lembra? Lembra do riso, do escarnioso riso? Sou a favor dos risos também.
Vivamos! Cadê a prova dos nove!?
Cadê?
E eu achei que tudo fosse rima morta,
pedaço solto, torpe, de um sonoro
então.
Cadê toda aquela poesia que você trazia,
na cesta,
forrada,
com um pano alecrim?
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