quinta-feira, 15 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Que gosto há, amigo
ou melhor, que gozo há?
que gozo há nesse sertão sem travessia
e naquele palhaço borrado ali, sem folia?
me desculpe por tanto 'ia'
mas não achei o botão que muda os pretéritos
então meu texto acabou saindo imperfeito
porque não consigo ser presente.
É difícil achar particípio da vida,
mas, talvez, da minha, tenha sido ido.
me desculpe por ir pela língua inteira
trazendo sujeira,
esgoto
e, de alguma forma, poesia.
Mas, é importante perguntar:
que gosto há, amigo
ou melhor, que gozo há?
nessa água de banho que mais parece
com a tinta que dá cor àquela fantasia
usada, todos os dias, pelo menino que vai
e o homem que fica?
me diga, que gozo há?
ou melhor, que gozo há?
que gozo há nesse sertão sem travessia
e naquele palhaço borrado ali, sem folia?
me desculpe por tanto 'ia'
mas não achei o botão que muda os pretéritos
então meu texto acabou saindo imperfeito
porque não consigo ser presente.
É difícil achar particípio da vida,
mas, talvez, da minha, tenha sido ido.
me desculpe por ir pela língua inteira
trazendo sujeira,
esgoto
e, de alguma forma, poesia.
Mas, é importante perguntar:
que gosto há, amigo
ou melhor, que gozo há?
nessa água de banho que mais parece
com a tinta que dá cor àquela fantasia
usada, todos os dias, pelo menino que vai
e o homem que fica?
me diga, que gozo há?
Se essa performance parnasiana não muda
que morra o parnasiano!
e eu achei que a noite não
entrasse em corpo quente.
o problema todo do riso
é roubar o fogo do peito e
projetar cor no embaraço
dos versos perdidos.
Ta aí o motivo
da noite começar casimiro
e morrer abaporu.
eu rio, mas o riso cansa de ir
enquanto a água já não corre.
maldito século dezenove,
fez da minha vida literatura
que começa com poetas que choram
e termina com poetas que brincam.
que morra o parnasiano!
e eu achei que a noite não
entrasse em corpo quente.
o problema todo do riso
é roubar o fogo do peito e
projetar cor no embaraço
dos versos perdidos.
Ta aí o motivo
da noite começar casimiro
e morrer abaporu.
eu rio, mas o riso cansa de ir
enquanto a água já não corre.
maldito século dezenove,
fez da minha vida literatura
que começa com poetas que choram
e termina com poetas que brincam.
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