domingo, 1 de abril de 2012

A semana inteira é só análise de um domingo inteiro esquizo.

quinta-feira, 15 de março de 2012

14 de Março

Aprendi com um poema de dez linhas que a palavra aprisiona linguagens que nunca vi. 

sexta-feira, 2 de março de 2012

Que gosto há, amigo
ou melhor, que gozo há?
que gozo há nesse sertão sem travessia
e naquele palhaço borrado ali, sem folia?
me desculpe por tanto 'ia' 
mas não achei o botão que muda os pretéritos
então meu texto acabou saindo imperfeito
porque não consigo ser presente.
É difícil achar particípio da vida, 
mas, talvez, da minha, tenha sido ido. 
me desculpe por ir pela língua inteira
trazendo sujeira,
esgoto
e, de alguma forma, poesia. 
Mas, é importante perguntar:
que gosto há, amigo
ou melhor, que gozo há? 
nessa água de banho que mais parece
com a tinta que dá cor àquela fantasia
usada, todos os dias, pelo menino que vai
e o homem que fica?
me diga, que gozo há? 
Se essa performance parnasiana não muda
que morra o parnasiano!
e eu achei que a noite não 
entrasse em corpo quente.
o problema todo do riso
é roubar o fogo do peito e 
projetar cor no embaraço 
dos versos perdidos. 
Ta aí o motivo
da noite começar casimiro
e morrer abaporu.
eu rio, mas o riso cansa de ir
enquanto a água já não corre.
maldito século dezenove,
fez da minha vida literatura
que começa com poetas que choram
e termina com poetas que brincam.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Deu de cara com ela, de liga, 3/4, lasciva.
eram aqueles dias, chanchados,
o mundo inteiro resolveu trepar
e você resolve foder
a vida que te espera, todo dia, 
com a boca aberta, face erguida
esperando o artista gozar
um belo de um poema concretista.